terça-feira, 28 de julho de 2015

O Segredo de Isabela.

No bairro, todos conhecem Isabela.
Moça jovem, bonita, estudante do curso de Pedagogia, muito apegada à família.
É por estas características que todos a conhecem. É desta forma que ela procura se fazer perceber.
Porém a ferida em sua alma - seu segredo doloroso- passa despercebido pelos olhares dos cumprimentos cotidianos.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Mães de Menina - O Ciclo.

Estar grávida, envolver-se pela graça de estar gerando uma nova vida, dar à luz, aprender a lidar com este pequeno ser dependente de cuidados, inverter prioridades, compreender seu lugar no mundo agora como mãe.
Muitas mulheres podem ter filhos. Mas nem todas podem ser honradas como mães.
Não existe um critério, um padrão, um perfil para ser uma boa mãe. Afinal, quando nasce um bebê, no mesmo instante nasce uma mãe. É uma relação de aprendizado mútuo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A emancipação feminina e os 50 tons de descontrole sexual.

Toda revolução, como é o caso do movimento feminista, traz uma explosão de energia pela conquista de direitos, de fazer valer os que já existem, de mostrar para toda uma sociedade machista que as mulheres são mais fortes e capazes do que acreditavam, ampliando a autoestima ofuscada por tantos anos de submissão e invisibilidade social.
Essa geração de mulheres fortes, corajosas, ativas e sonhadoras transmitem o sentimento de auto controle, garra para trabalhar  e encarar a dupla jornada casa-trabalho.
São desafiadas a serem polivalentes, varias numa só, serem profissionais, estudantes, e ainda se manterem bem dispostas, interessantes, sensuais e cheias de libido.
Tendo como referência o ano de 2010, no qual uma MULHER foi eleita Presidente do Brasil, observamos que o ano atual, 2013, no auge da época marcada pelo protagonismo das mulheres na sociedade, a sexualidade feminina ainda é um tabu. Mesmo que no frenesi da situação, colhendo o resultados de anos de luta, algumas em suas faculdades, pós graduações e mestrados; outras galgando promoções em seus empregos...começam a sentir o peso da dupla/tripla jornada de trabalho refletindo em sua vida sexual-afetiva.

Situação 1
Maridos e namorados clamando e brigando por atenção, relacionamentos se dissipando, DR's adiadas pro final de semana e dias seguintes que nunca chegam. Encantadas e autossuficientes demais para assumir que estão canalizando muito da sua energia nessa busca pelo sucesso, sobrando muito pouca energia para.... para SEXO.


Situação 2
Procurando "dar conta" de tudo que envolve sua rotina e projetos, sabendo que o cansaço, stress e crises de ansiedade são normais nos dias de hoje, essas mulheres mergulham nos happy hours e baladas pra aliviarem a tensão.
Mesmo exaustas mentalmente, emocionalmente, psicologicamente, não conseguem desacelerar o ritmo, e numa visão de esforço - recompensa, fazem da vida noturna o principal meio de aliviar as tensões, conhecer pessoas, e consequentemente vivenciar relacionamentos geralmente de curta duração, pois a noite traz muitas novidades, situações surpreendentes e pessoas interessantes das mais diversas qualidades. Estamos sim falando de sexo casual. 
A mulher cai num ciclo vicioso: ansiedade - sexo casual - alívio de tensão - ansiedade.
Ela busca no sexo uma forma de alívio e renovação de energia, porém não alcança o bem querer, o carinho, o diálogo... nem mesmo o telefonema do dia seguinte. E voltam a ficarem deprimidas e ansiosas.

É nesse aspecto que a trilogia escrita por E. L. James, best seller que já ultrapassou os 20 milhões de exemplares vendidos, vem nos revelar o quanto precisamos resgatar nosso EU feminino.

O livro 50 TONS DE CINZA traz um romance erótico sadomasoquista, atingindo a todos os tipos de mulher em especial as que destacamos aqui:

  • às mulheres mergulhadas na rotina e que apresentam desinteresse sexual: o livro  descreve cenas muito picantes e envolventes, despertando a libido. Como bem sabemos, PENSAR em sexo é a chave.
  • às mulheres sexualmente ativas porém carentes, a história traz um romance daqueles que fazem suspirar, inspirando-as a buscarem viver uma história em que possam se envolver não só fisicamente, mas emocionalmente.


LEITURA RECOMENDADÍSSIMA.




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Síndrome de Rapunzel: A voz do subconsciente que não pára de ordenar "Jogue suas Tranças!!!"

Algumas vezes nos percebemos deprimidas e magoadas em relação as pessoas ao nosso redor.
Mesmo buscando conviver bem, somos tomadas pela DOR das atitudes e  sentimentos não correspondidos.  
Caímos num ciclo viciante que implica DAR esperando RECEBER: atenção, carinho, ajuda, cuidados, consideração. Ocorre que não temos o poder de controlar a forma de agir das pessoas, o estado mental e emocional delas, e sendo assim, corremos o risco iminente de nos decepcionarmos.
É A NOSSA POSTURA (ou falta dela) que vai definir o quanto seremos afetadas por estes sentimentos dolorosos.
Não podemos jamais controlar a forma de agir das pessoas, mas podemos e devemos aprender a controlar nossas reações emocionais. Lembre-se que:  As pessoas só nos tratam como permitimos. 

Muitas mulheres confundem serem boas com serem subservientesAinda que nas duas formas de ser, a pessoa esteja buscando fazer o bem aos outros, a diferença básica entre as  características é o reflexo emocional que causará:

Ser boa implica compartilhar com as pessoas o que tem de melhor de forma gratuita, sem esperar nada em troca. Traz os frutos da compensação natural do universo: quem planta o bem colhe alegria, amizades, bem estar.
Ser subserviente traz a sensação de insuficiência pois está sempre tentando agradar, visando o retorno das suas ações para com a outra pessoa. É um estado angustiante de quem está sempre em busca da consideração, do amor e atenção das pessoas ao redor.

Na pessoa subserviente e com síndrome de Rapunzel, o subconsciente parece estar gritando constantemente: JOGUE SUAS TRANÇAS!!!



Em busca de aceitação o subserviente se doa, amplia cada vez mais seu repertório de agrados e bajulações, age de formas que o desgastam física e mentalmente, alimenta sua relação com as pessoas num ciclo viciante e doloroso para si, sustenta o sofrimento de se sentir insuficiente caindo temporalmente em crises nas quais a sensação predominante é a de incompreensão.  Os pensamentos recorrentes são:




  • Ninguém reconhece meus esforços;
  • Não cooperam comigo mesmo estando evidente que estou sobrecarregada;
  • Abusam do meu carinho e exigem sempre mais de mim;
  • Por mais que você eu faça, estou sempre com a sensação de estar sendo cobrada.


  • Percebamos o conteúdo viciante da situação: Ela mesmo se coloca na posição de autossuficiência  procurando controlar o ambiente, a harmonia e tudo o que envolve a relação, e quando sente que a pessoa não corresponde à altura das suas expectativas, ela se deprime.
    Entendemos então que a insatisfação do subserviente está muito mais ligada com sua postura em relação às pessoas do que realmente a forma com que as pessoas o tratam.
    Enquanto a pessoa não procura de fato uma ajuda psicológica ou mesmo o auto conhecimento a fim de modificar as atitudes servis a que tem se prestado durante toda a sua vida, essas fases de crise vão e voltam, e a essa altura, já se pode perceber que as pessoas ao  redor não mudam, apenas o subserviente é  quem consegue contornar a situação, respirar fundo e recomeçar o ciclo viciante de servir, amar, agradar e nunca ser reconhecido...

    No filme Enrolados, a princesa Rapunzel foi criada como "filha" por uma bruxa interessada apenas nos longos cabelos da menina, que continham uma magia que perpetuavam sua beleza e juventude. Rapunzel foi mantida prisioneira em uma torre altíssima, com a justificativa de ser muito amada pela "mãe" que zelava por sua segurança.
    Por mais que Rapunzel a tentasse agradar, não obtinha retorno do seu carinho e respeito, e isso a angustiava muito, pois tinha a sensação de não ser uma boa filha, de não merecer o amor daquela mãe.
    Os sinais da relação de subserviência de Rapunzel era:
    • Não se opor àquela situação de confinamento para não contrariá-la, 
    • Tentar agradá-la a todo custo com carinhos e palavras doces,
    • E principalmente: cantar a canção que fazia emanar a magia de seus cabelos, liberando o poder da juventude eterna à bruxa.
    No decorrer da história, movida por suas paixões, Rapunzel foge da torre, conhece um rapaz pelo qual se apaixona, e através dele consegue interromper, cortar essa relação doentia que mantinha com a mãe, e desta forma, ela pode ser ver realmente livre das prisões físicas e emocionais que a fizeram perder vários anos de sua vida.

    O vídeo mostra o exato momento desta ruptura:

    video


    Depois de uma reflexão complexa como esta, que tal fazer um teste de certa forma bem humorado, só pra descontrair? O detalhe é que no resultado, ele te compara à um dos personagens da novela Fina Estampa. Clique no link abaixo:
    Teste: Você é Subserviente? - Por UOL Mulher Comportamento


    Leia mais sobre o assunto no link: a sombra humana

    sexta-feira, 16 de novembro de 2012

    Descendo a escadaria do sonho.

    Sonhar, planejar, imaginar... é o primeiro passo para se conquistar algo.
    Sêneca, o filósofo, traduziu bem nesta frase a importância de se ter uma meta na vida: "Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe aonde ir".
    Ainda que o objetivo esteja num horizonte distante, estipular metas significa ao menos, escolher uma direção para chegar lá.
    Sonhar consiste em:

    • internalizar um desejo; 
    • torcer para que as circunstâncias sejam favoráveis; 
    • agir de forma racional visando se aproximar cada vez mais do objetivo.

    Ocorre que nesse processo de sonhar, naturalmente envolvemos nossa emoção, nossa expectativa.
    E é nesse aspecto que nós mulheres, altamente emocionais, adentramos o campo do incerto, nos submetemos ao risco, à frustração.

    Como Cinderela pode nos ajudar nesta reflexão? Oras... o sonho, a aproximação... e um imprevisto!



    O Sonho: Cinderela tinha como meta participar do baile. Atraiu para si através da sua fé e determinação, a oportunidade de realizar seu sonho.
    A aproximação: Vestiu-se de azul-esperança e lindamente adentrou o enorme salão chamando a atenção de todos. Encantando o coração do príncipe.
    Viu face a face a chance única de libertar-se de suas misérias, suas tristezas.
    O imprevisto: Ao soar as doze badaladas no relógio real, desce apressada a escadaria do sonho, deixando para trás o maior sonho de sua vida. Desce agora anônima, inconsolável, frustrada e descrente, a pobre Cinderela.


    A vida é mesmo surpreendente. Nem a personagem da nossa história, e nem você, em seus sonhos frustrados, pode perceber que justamente o imprevisto, no caso representado pela perda do sapatinho de cristal, seria apenas um novo caminho.

    Muitas vezes, declaramos mentalmente nossa própria derrota, sem ao menos constatar o que ficou pelo caminho. Nem sempre as coisas saem conforme o planejado, nem sempre saem o ideal que tanto sonhamos.
    Os imprevistos podem ser a abertura de um novo caminho, e se feitas as escolhas certas, pode se revelar ainda mais florido e feliz do que aquele que planejamos.

    O Final Feliz de Cinderela todas nós já conhecemos.

    Mas voltando pra vida real, cabe a cada uma de nós recolher as esperanças caídas, redirecionar os passos, não desanimar. Se o "príncipe" não bateu a sua porta para lhe calçar o sapato perdido, faça o caminho inverso: Corra atrás do "príncipe".
    Não desista de seus sonhos, apenas redirecione seus passos.

    Nosso amigo filósofo Sêneca, diria: São os ventos da mudança soprando em novas direções.


    sexta-feira, 9 de novembro de 2012

    Vestir-se pra Guerra

    Toda Mulher é Forte. 
    A prova disso são as incumbências que a natureza nos deu, sendo a maior e mais importante de todas: a maternidade.
    Independente disso, já nascemos programadas com um forte instinto de proteção, somos sensíveis, intuitivas, perspicazes como é necessário a  toda leoa que cuida da cria, e dessa forma, estendemos todos esses cuidados a vários aspectos da nossa vida.
    Cuidamos dos amigos, do nosso amor, dos filhos, dos irmãos, dos pais. Nos entregamos ao trabalho, ao relacionamento, alimentamos os sonhos. Os nossos, e os de quem amamos.
    As mulheres são mesmo assim. Precisam doar seu amor, precisam se sentir queridas.

    Para ilustrar o que estamos falando, nada melhor que as cenas do filme Mulan 1 para demonstrar do que é capaz a mulher que ama.  

    Esta cena traz o momento da indignação, quando vemos alguém que amamos muito, sofrendo. O coração fica angustiado, a tristeza invade como chuva repentina. Essa é uma dor que todas nós já sentimos, enquanto nos perguntamos: o que eu posso fazer para ajudar? 
    Ainda que estejamos em dificuldades, e mesmo precisando de ajuda... colocamos a dor do outro como prioridade a ser sanada. 


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    Esta cena traduz quando então, a indignação, a dor, se transformam em decisão.
    É o momento de agir, nem que pra isso, precise arriscar a sí mesma. Nem que o marido vá reclamar. Nem que perca o emprego. Nem que a despensa não seja suficiente pra todos. Nem que perca noites de sono. Nem que afete minha vaidade. Quem ama não mede esforços.

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    E assim vamos exercendo esta habilidade que a natureza nos deu: Cuidar de tudo ao mesmo tempo. Ser disponível aos que amamos: apoiar os amigos mesmo estando fracas, brincar com o filho quando o corpo pede repouso, liberar o perdão mesmo com o coração machucado, só para tirar o peso da culpa na pessoa que amamos.
    Mulheres estão sempre vestidas para guerra.
    Mas em dados momentos, precisam reforçar a armadura. Por amor.


    quinta-feira, 8 de novembro de 2012

    Pérola Negra

    Tiana, a primeira Princesa Negra da Disney.

    Pesquisa realizada numa escola pública de Brasilia, publicada na Revista Psico, Porto Alegre, PUCRS, v. 42, n. 2, pp. 197-205, abr./jun. 2011.

    Método:
    Consistia em investigar interações entre meninas negras e brancas, na faixa etária de 9 a 11 anos.

    Ocorreu após a pesquisadora distribuir, de forma proposital, uma boneca para cada menina, etnicamente trocadas. 
    • A boneca negra foi oferecida à Vivian e Helen (brancas), e elas recusaram. 
    • Após insistência da pesquisadora, Helen aceitou a boneca negra. 
    • Vivian ficou com a boneca de cabelos castanhos.
    • Paula (negra) ficou com a boneca oriental. 
    • Leila (negra) pediu para ficar com a boneca loira, e alegrou-se ao recebê-la. 

    As meninas, então, iniciaram a brincadeira livre.
    O momento de distribuição das bonecas já deu uma idéia da preferência de cada menina, e registrados os diálogos entre elas, ao comparar as bonecas e relacionarem as características das bonecas com as suas próprias, a pesquisadora observou o seguinte:

    (1) Que existiu uma invisibilidade da boneca negra para todas as meninas; 
    (2) Para as meninas negras, esta invisibilidade pode ser estendida a características próprias; 
    (3) O caso de Leila (negra) demonstra que além da invisibilidade de características de sua própria etnia, coexiste a valorização excessiva de características caucasianas, atingindo seu ápice com a perspectiva futura de anular as características pessoais para adquirir artificialmente um “cabelo loiro”.

    CONSIDERAÇÕES FINAIS:
    Destacamos que episódios similares a este foram observados e relatados nas diversas etapas da pesquisa, sempre na direção da  desvalorização da negritude. A desvalorização, por todas as meninas, de características típicas da população negra,  mostra  o  quanto é  difícil  para  a  criança  negra  construir  uma  noção  de pertencimento étnico-racial positiva e, com isso, um saudável desenvolvimento e constituição de self (Oliveira, 1994). 
    Os padrões de beleza dominantes, impregnados de preconceito contra as características negras e de supervalorização das brancas, canalizam culturalmente as interações nos processos de socialização infantil. 

    A trajetória de desenvolvimento moral das crianças aponta para a manutenção do racismo velado, e não para a erradicação do preconceito étnico-racial, já explícito na fase infantil, e com impacto mais devastador para as crianças negras (Freire, 2008; Oliveira, 1994).
    Leia neste link o conteúdo na íntegra




    A beleza negra é exuberante, nada tem de discreta ou passiva.
    Em suas veias corre o sangue de uma gente sofrida que resiste à opressão dominante com trabalho e com garra. O sangue de uma gente festeira, que dança, que produz arte, que acolhe, e que tem o sorriso mais branco e alegre do Planeta.
    Em homenagem às Mulheres, fiz este vídeo.

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